A História do Ábaco
A palavra ábaco originou-se do Latim abacus, e esta veio do grego abakos. Esta era um derivado da forma genitiva abax (lit. tábua de cálculos). Porque abax tinha também o sentido de tábua polvilhada com terra ou pó, utilizada para fazer figuras geométricas, alguns linguistas especulam que tenha vindo de uma língua semítica (o púnico abak, areia, ou o hebreu ābāq (pronunciado a-vak), areia).
Entre os instrumentos que criou para auxiliá-lo nas contas, está o ábaco, uma fantástica máquina de calcular. Há indícios de que o homem já o utilizava antes mesmo do desenvolvimento da escrita. Nessa fase, parece que os ábacos eram tábuas recobertas com areia, serragem ou cal, nas quais se registravam contagens e se faziam cálculos simples com o auxílio de bastões de ponta fina. Ao longo dos séculos, em sua busca por processos e instrumentos que permitissem registrar e simplificar contagens e cálculos, o homem foi inventando técnicas e máquinas que propiciaram a redução do tempo e da energia gastos em operações trabalhosas. Os historiadores acreditam que daí se origina a palavra ábaco, cuja forma latina, abacus, viria do semita abac, que significa pó. Essas tábuas de cálculo, ou ábacos, foram sofrendo transformações e aprimoramentos com o passar dos séculos. Por exemplo, a areia e a vareta acabaram substituídas por contas móveis. Muitos tipos de ábaco apareceram e tiveram seu uso difundido em diferentes países do Ocidente e do Oriente. Entre eles, surgiu o soroban ou swan-pan.


Ábaco Chinês

Ábaco Japonês

Ábaco Asteca

Ábaco Russo

ÁBACO ROMANO

Ábacos dos nativos americanos

Usos pelos deficientes visuais
Um ábaco adaptado, inventado por Helen Keller e chamado de Cranmer, é ainda utilizado por deficientes visuais. Um pedaço de fabrico suave ou borracha é colocado detrás das bolas para não moverem inadvertidamente. Isto mantém as bolas no sítio quando os utilizadores as sentem ou manipulam.
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