A História da Matemática

 

A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA

A Necessidade de Contar

Os homens primitivos não tinham necessidade de contar, pois o que necessitavam para a sua sobrevivência era retirado da própria natureza. A necessidade de contar começou com o desenvolvimento das atividades humanas, quando o homem foi deixando de ser pescador e coletor de alimentos para fixar-se no solo.

No pastoreio, o pastor usava várias formas para controlar o seu rebanho. Pela manhã, ele soltava os seus carneiros e analisava ao final da tarde, se algum tinha sido roubado, fugido, se perdido do rebanho ou se havia sido acrescentado um novo carneiro ao rebanho. Assim eles tinham a correspondência um a um, onde cada carneiro correspondia a uma pedrinha que era armazenada em um saco.

A correspondência unidade a unidade não era feita somente com pedras,

 mas eram  usados  também nós em cordas, marcas nas paredes, talhes em ossos,

desenhos nas cavernas e  outros tipos de marcação.

Os talhes nas barras de madeira, que eram usados para marcar quantidades,

 continuaram a ser usados até o século XVIII na Inglaterra. A palavra talhe

 significa corte. Hoje em dia, usamos ainda a correspondência unidade a unidade.

 

Alguns Símbolos Antigos

 

No começo da história da escrita de algumas civilizações como a egípcia, a babilônica e outras, os primeiros nove números inteiros eram anotados pela repetição de traços verticais:

 

      I       II     III       IIII      IIIII   IIIIII   IIIIIII   IIIIIIII    IIIIIIIII

  1       2     3         4        5       6        7       8            9

 

Depois este método foi mudado, devido à dificuldade de se contar mais do que quatro termos:

 

  I    II     III      IIII   IIII    IIII   IIII     IIII    IIII

                                I       II     III     IIII    IIII

                                                                 I

 1     2     3        4       5     6      7      8      9 

 

Um dos sistemas de numeração mais antigos que se tem notícia é o egípcio. É um sistema de numeração de base dez e era composto pelos seguintes símbolos numéricos:

 

A Numeração Romana

Os romanos foram grandes conquistadores que viveram na região da atual Itália. Eles utilizavam sete letras do alfabeto para representar os números: I (1), V (5), X (10), L (50), C (100), D (500) e M (1.000).

Na escrita romana, os números eram representados assim:

8  VIII 34 XXXIV 150 CL 1.200 MCC

Esse tipo de numeração também foi abandonado, pois não permitia fazer cálculos com facilidade. Apesar disso, é usado até hoje em mostradores de relógio, capítulos de livro, marcação de séculos e em nomes de papas e reis.

 

 

Como e onde surgiu o sistema de numeração que usamos hoje

O sistema de numeração que usamos nos dias atuais demorou milhares de anos para ser organizado. Não foi criado por uma pessoa ou um único povo, mas é resultado de idéias de muitos povos. O sistema de numeração indo-arábica, como ficou conhecido, surgiu na Ásia, no vale do rio Indo, onde hoje é o Paquistão. Os árabes, durante suas invasões, aprenderam com os hindus e depois levaram para a Europa.

A palavra algarismo

No século IX, viveu um matemático e astrônomo árabe chamado Mohammed ibm-Musa al-Khowarizmi. Ele escreveu o livro Sobre a Arte Hindu de Calcular, no qual explicava com detalhes o sistema numeral hindu. Traduzido para o latim, esse livro foi muito utilizado na Europa por quem queria aprender a nova numeração, que ficou conhecida como "a numeração de al-Khowarizmi". Com o tempo, o nome do matemático foi modificado para Algorismi. Em português, deu origem à palavra algarismo.

 

A genialidade da numeração indo-arábica está em sua praticidade. Veja só:

  • Só são necessários 10 símbolos (ou algarismos): 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.
  • Contamos de 10 em 10, ou seja, formando grupos de 10.
  • O valor de cada algarismo varia de acordo com a posição que ocupa no número (o 2, no 12, vale 2, mas no 27 vale 20. No 237, vale 200)
  • Temos um símbolo para representar o "nada". A ausência de objetos é representada pelo zero.

 

Zero, a invenção que faltava

Quando os hindus desenvolveram o sistema numérico no qual o valor do algarismo variava de acordo com a posição, encontraram um problema de difícil solução: como identificar a ausência de um valor? Por exemplo: no número 321, o 3 valia 300 (centena), o 2 valia 20 (dezena) e o 1 representava a unidade. Mas como escrever 301? Que símbolo indicaria a ausência da dezena? Para resolver o problema, os hindus criaram o zero.

 

Diferentes maneiras de calcular

 

Ábaco

 

Calculadora

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